quarta-feira, 13 de julho de 2011
segunda-feira, 11 de julho de 2011
time code
o tempo de hoje já é nosso. não é de se esgarçar pelas janelas. nem de fazer planos de nunca mais. é tempo de habitar o instante completamente, de descarregar o desejo que não se esgota em medos de outrem. cada estória passada já é marca feita por corte ou tatuagem, e trazê-la pro corpo no dia de hoje faz parte do atualizar-se. se nossa respiração estiver em uníssono, não restará dúvida.
segura sua mão na minha, aperta, suspira e a gente caminha.
adiante.
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sem memória para não ficar por fora
viro vento pra ficar por dentro
perco a hora para não ficar por fora
ganho tempo pra ficar por dentro
vou embora para não ficar por fora
me arrebento para ficar por dentro
a.a.
sábado, 9 de julho de 2011
quinta-feira, 7 de julho de 2011
segunda-feira, 4 de julho de 2011
um fio de voz escorre pela parede
eu nasci em 1986. no decurso da leitura silenciosa de um poema. só havia tecidos espalhados pelo chão da casa. as crenças ingênuas de minha mãe. eu fui completamente desejada, completamente mal desejada e com amor. a voz está sozinha - não por muito tempo. e eu nasci na sequência de um ritmo. eu nasci para acompanhar a voz, fazê-la percorrer um caminho. de um lado a outro do percurso, não sei o que existe, o caminho caminha. como de resto é evidente, não tive a intenção de conceber-me. ninguém estava a altura de receber-me. nenhuma relação era exata para me tornar equilibrada ou útil.
início do espetáculo "solo para coisas quase esquecidas", texto de maria gabriela llansol. re-tomando.
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