domingo, 16 de dezembro de 2012

terça-feira, 11 de dezembro de 2012


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pronto, deixei você ir. voar. amanhã é o dia mais extraordinário do ano, talvez o maior das nossas vidas. façamos alguma coisa extraordinária. pronto, deixei você seguir. adiante. se tiver que voltar, voltará maior. e será eterno enquanto dure, assim mesmo como foi. por enquanto hiato, libertação, outros encontros, meus, seus, maiores. o universo nos rege - apenas. sou o infinito que me colore, sou nós, sou só - agora isso dói tão menos. a morte é a única certeza, enquanto isso, a vida, a vida, a vida. o espaço-tempo me conduz em direção ao oceano que inventei da maior felicidade. a-mar tem que ser conjugado em liberdade. sempre. pronto, deixei você partir. pode amar outra mulher com o amor que por mim você não teve. eu nem vou ter ciúmes, eu nem vou te perturbar. deixo que o acaso faça seu trabalho, que o mundo me surpreenda, me leve e me traga, e te traga se assim for. e, se não for, estarei de peito aberto, de olho aberto, de corpo certo, tendo carinho pela respiração que me invade e me enche de alegria.
o mundo não vai acabar. nunca mais. e hoje, eu só morro de rir.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

para alcançar poema
saia de si

"grades velhas incorporadas
a gaiola voa pássaro"

julia panadés |||

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

colírico

tudo estranhamente equilíbrio
místico-lírico
violentamente tranquilo
absurdamente fulgaz
você me deixou vazio
do maior do maior do maior
infinito espírito jazz
seremos pra sempre dois iguais
perdidos na noite.