terça-feira, 22 de março de 2011

onde

Eu guardei pra você um amor tão bonito. Desses de cinema, pra acalentar o coração, metamorfosear-se em poesia, semente pro futuro, memória, acima do sim e do não. Um amor guardado com cuidado e que é agora lançado pra fora das janelas como quem desperdiça uma primavera inteira, sem dó. Tendo as mãos vazias, pra onde hei de lançar todo o sentimento reunido sem censura por mim? Por onde hei de seguir sem a tua companhia? Que tipo de mundo vai ser construído no clarão da tua ausência? Quem me conduz, no dado instante, tão só?

segunda-feira, 21 de março de 2011

desculpe, meu amor

meu coração não aprendeu a tua serenidade

sábado, 19 de março de 2011

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(dar-te-ei a mim mesma agora)

segunda-feira, 14 de março de 2011

mia couto

"A viagem não começa quando se percorrem distâncias, mas quando se atravessam as nossas fronteiras pessoais. A viagem acontece quando acordamos fora do nosso corpo, longe do último lugar onde podemos ter casa."


domingo, 6 de março de 2011




Eu vi muitos cabelos brancos na fonte do artista
o tempo não pára no entanto ele nunca envelhece.

quinta-feira, 3 de março de 2011

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um dia

hoje o dia tá assim, devagarzinho, e minha cabeça é invadida por pensamentos seus. eu tenho um mundo inteiro pra construir, um mundo inteiro com pedaços de mim, reunidos, juntos, sempre, agora. eu não consigo te esquecer, durante a manhã, durante a tarde, meu deus, ainda mais durante a noite, e chove, faz frio, eu tomo uma xícara de café pra ver se o dia então toma prumo e me conduz de leve, quem sabe uma hora a gente vai ser tranquilo, igual romance de cinema? tá na hora da gente inventar um novo jeito de lidar, uma nova linguagem, uma nova espécie, quiçá. será que a gente consegue? porque eu sei bem que é feita de deslizes a estória que a gente (em segredo) chegou a imaginar. você está longe, longe da minha palavra, longe do meu vocabulário, longe da minha espera, longe de qualquer possibilidade imediata de calor e tudo que eu tenho hoje é o dia e a minha xícara de café, pra tomar em silêncio, devagarzinho, dando destino aos sonhos.

um gole, então. dois goles.
um brinde.

!

dá licença pra felicidade : : :