"(..)
aquele amor
aquele que eu pensei
que se despedaçaria como
um meteorito em Minnesota
(uma coisa assim
estrondosa abusiva
gritante maravilhosa
estilhaço prolongado
cheio de uivos)
afinal caiu silencioso
como um aviãozinho de papel
passeando em Itaparica
um dia da apanha dos morangos (...)"
(badland, Matilde Campilho)
quarta-feira, 15 de abril de 2015
domingo, 5 de abril de 2015
terça-feira, 31 de março de 2015
domingo, 29 de março de 2015
segunda-feira, 23 de março de 2015
sexta-feira, 20 de março de 2015
travessia
vou atravessar esta passarela como tenho atravessado tudo até aqui. não será fácil, não. não tem sido. ah, se você soubesse. se você soubesse da metade das coisas que devoraram meus dias, de quantos minutos compõem uma saudade, de quantas xícaras de café medem o tamanho de um ano. um ano, um ano, um ano. não canso de repetir. mesmo quando houver medo, vou atravessar. mesmo quando houver papéis em decomposição, vou atravessar. mesmo quando eu me engasgar com todas as palavras que você não disse, vou atravessar. vou atravessar esta dor como quem atravessa uma porta de vidro em alta velocidade e tudo se despedaça. milhões de pedaços de vidro vão cortar meus dias. mas eu continuarei inteira.
sábado, 7 de março de 2015
o amor
O amor, sem palavras. Ou. A palavra amor, sem amor. Sendo amor, ou. A palavra ou. Sem substituir nem ser substituída por. Si, a palavra si, sem ser de si gnada ou gnificada por. O amor. Entre si e o que se. Chama amor, como se. Amasse (esse pedaço de papel escrito amor). Somasse o amor ao nome amor, onde ecoa. O mar, onde some o mar onde soa. A palavra amor, sem palavras.
#arnaldoantunes
Assinar:
Postagens (Atom)
