sexta-feira, 3 de setembro de 2010

amanhã

tem sido difícil escrever, rabiscar meus caminhos. resta dúvida. inconstância. imprecisão. não sei por onde apontar meu coração. é piegas, mas é isso. queria encontrar uma maneira de ser inteira sem ser sozinha. ou talvez um jeito de ser junto sem perder a dimensão do meu tamanho. e qual é ele? sei lá. do meu tamanho já não sei, apenas pressinto desejos e um tempo que já é outro lugar. minha desorganização tem sido assustadora. sinto-me devorada pelos livros, pelos cabides, pelos papéis da sala e pelos cheiros de ontem. não compreendo qual aresta deixei de aparar e que me tornou assim, tão desigual. aonde foi que perdi o fio da meada? apesar de tudo, resta um amor tão sincero pelas coisas que é ele e somente por ele que me guio. será possível que algum sinal me aponte a direção? é por aqui? hã?

espero sem esperar. e acredito, de olhos fechados, que algo novo bem novo do mais novo velho virá. assim. já.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

colo

::: por delicadeza perdi minha vida :::

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

você perdeu


| foi você quem se perdeu de mim |
| foi você quem se perdeu |
| foi você quem perdeu |
| você perdeu |

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

júlia

"o devir de cada um está no som de seu nome"

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

domingo, 15 de agosto de 2010

?

o que me irrita no mundo contemporâneo é que a gente é permissivo demais.
tudo pode.
sei não: quem disse que ser permissivo não é ser perverso?

início pra samba

a minha tristeza não é só minha

terça-feira, 10 de agosto de 2010

corpo retalho

‎"Nossa arte é feita de restos. São aproveitamentos de materiais e passarinhos de uma demolição. Acho que quando escrevi isso eu falava da realidade do mundo. Me referia às injustiças enquistadas no corpo do velho mundo, que era preciso destruir. Me referia às estruturas podres da civilização. E penso que é com restos dessa civilização que estamos fazendo arte hoje."


Manoel de Barros.