terça-feira, 13 de abril de 2010

como diria hilda


Reivindico aos senhores homens do nosso tempo: a alma. A alma de volta.

domingo, 11 de abril de 2010

sobre o teatro e seu trabalho silencioso

Há quem acredite que o teatro tem a ver com a mentira. Eu quero acreditar em um teatro que tenha a ver com a verdade. À representação digo: não. Desejo ser.

[ "Sinto-me livre para fracassar" - Hilda Hilst. ]

roubei da andorinha


[ofereço-te meu ombro]

do livro de receitas

|Que seja doce|

|Que seja leve|

|Que seja mútuo|


quarta-feira, 7 de abril de 2010

domingo, 4 de abril de 2010

trecho de fulgor

"Coisas em que não se pode confiar:

- No homem que esquece facilmente seus amores
- No poeta ávido por sucesso
- Nas pessoas que falam muito alto, tentando nos convencer
- Na amiga que quer ser exatamente como a outra
- No jogo, quando ganhamos facilmente, a primeira partida
- No barco com a vela içada, quando o vento sopra"

e em alguns silêncios.

Otto entenderia

Há sempre um lado que pesa e um outro lado que flutua. Tua pele é crua.
Dificilmente se arranca lembrança, lembrança, lembrança, lembrança...
Por isso da primeira vez dói, por isso não se esqueça: dói.
E ter que acreditar num caso sério e na melancolia que dizia

Mas naquela noite que eu chamei você fodia.
Fodia.
Mas naquela noite que eu chamei você fodia de noite e de dia.

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(Porque às vezes são necessárias palavras de baixo calão. Porque certa noite acordei de sonhos intranquilos e, meu Deus, não era sonho, meu Deus, não era pesadelo, meu Deus do céu, era tudo verdade.)

sábado, 3 de abril de 2010

você deveria vir mais vezes


"Quem acha doce a terra natal ainda é um tenro principiante;

aquele para quem toda terra é natal já é forte;

mas é perfeito aquele para quem o mundo inteiro é um lugar estrangeiro.

A alma tenra fixou seu amor num único ponto do mundo;

a pessoa forte estendeu seu amor a todos os lugares;

o homem perfeito extinguiu o seu."

hugo de st. victor, monge saxão do século XII, citado por edward said (já sabiam das coisas).