domingo, 12 de janeiro de 2014
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
a margem e o círculo
Mirou o círculo, viu a margem. A margem ainda fazia parte do todo. Parecia muitas vezes ser de fora, mas era ela quem circundava o que parecia ser dentro, o centro. O centro tinha volume, tinha consistência, mas era a margem quem se conectava com o que existia do lado de fora. Para a margem só fazia sentido ser centro se o centro às vezes se deslocasse pra margem e o centro não via isso. Estava muito redondo em si mesmo para enxergar. A margem estava metade centro, metade mundo, fazendo o círculo girar e ser uma engrenagem. Uma engrenagem que se conectava com as coisas essenciais. Uma engrenagem viva.
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
balde verde
estranho é: em momentos de angústia e/ou desespero, uma imagem louca me vem à cabeça: me imagino colocando minha cabeça num balde verde, lentamente, sem pressa. o motivo dessa imagem tão louca? jamais saberei. sei somente que momentos de angústia e/ou desespero têm sido frequentes em mim. e isso tem me feito comprar mais baldes. e verdes.
é preciso encontrar uma nova geometria para a forma de lidar com os outros. alguma coisa em mim tem me feito mais raivosa, mais insatisfeita. peço de olhos fechados, todos os dias, que as escolhas sejam bem feitas. que o coração seja honesto e guie.
ando cansada do mesmo teto. do mesmo chão. belo horizonte tem me sido absolutamente cansativa. não quero seguir os mesmos passos e a verdade é que nunca pertenci a esse lugar. não pertenço à nenhum lugar. não quero pertencimento, quero descoberta. não quero porto, quero amor. não quero mistério, quero luz.
construir tem me sido mais valioso do que entender.
não quero entender ninguém. ser é tão mais difícil. estranho é: em momentos de angústia e/ou desespero, me imagino colocando a cabeça num balde verde. a verdade é que seria muito mais fácil me esconder num balde por alguns instantes ao invés de enfrentar o dia. afogar um pouco, renascer depois, o mundo é um grande fluxo sem nenhuma lógica.
mergulho.
mergulho.
mergulho.
estranho é: em momentos de angústia e/ou desespero, uma imagem louca me vem à cabeça: me imagino colocando minha cabeça num balde verde, lentamente, sem pressa. o motivo dessa imagem tão louca? jamais saberei. sei somente que momentos de angústia e/ou desespero têm sido frequentes em mim. e isso tem me feito comprar mais baldes. e verdes.
é preciso encontrar uma nova geometria para a forma de lidar com os outros. alguma coisa em mim tem me feito mais raivosa, mais insatisfeita. peço de olhos fechados, todos os dias, que as escolhas sejam bem feitas. que o coração seja honesto e guie.
ando cansada do mesmo teto. do mesmo chão. belo horizonte tem me sido absolutamente cansativa. não quero seguir os mesmos passos e a verdade é que nunca pertenci a esse lugar. não pertenço à nenhum lugar. não quero pertencimento, quero descoberta. não quero porto, quero amor. não quero mistério, quero luz.
construir tem me sido mais valioso do que entender.
não quero entender ninguém. ser é tão mais difícil. estranho é: em momentos de angústia e/ou desespero, me imagino colocando a cabeça num balde verde. a verdade é que seria muito mais fácil me esconder num balde por alguns instantes ao invés de enfrentar o dia. afogar um pouco, renascer depois, o mundo é um grande fluxo sem nenhuma lógica.
mergulho.
mergulho.
mergulho.
sábado, 9 de novembro de 2013
terça-feira, 29 de outubro de 2013
viagem pra dentro de si
queria ter quebrado todos os copos da casa, mas não quebrou. precisava de alguma forma administrar aquela saudade, aquela falta que ia consumindo todos os minutos e dias e semanas e nunca deixava o pensamento completamente livre, completamente solto. havia se permitido ao amor de uma maneira única, acreditava profundamente naquela história que vivia, queria mergulhar naquilo tudo intensamente, pra vida toda, mesmo que momentos de desilusão e sofrimento fizessem parte - pois sempre fazem. mas agora o amor se encontrava longe e a desbravar o mundo numa configuração ímpar e ela, em casa, sem dinheiro mas cheia de sonhos, só tinha o anseio de desbravar a si mesma. desbravar a si mesma é tarefa pra poucos, e ela sabia disso. e assim buscava enfrentar a solidão de frente, como se aquele monstro não fosse real - talvez nem fosse monstro. passava os dias a regar as plantas, a cozinhar, a limpar a poeira da sala, a sonhar com o desconhecido, a cuidar da voz. preparava o corpo e a casa, e guardava em si a certeza de que quando seu amor estiver de volta, ela será sim uma pessoa melhor. e ele também. pois ele terá mergulhado no mundo e ela terá feito uma viagem pra dentro de si. e ali, aquela casa, aquele corpo, aquela voz, nunca mais estariam apoiados numa plataforma frágil. e de olhos bem abertos, ela sabia: "quando meu amor voltar, eu poderei amar sem medo. e ele também."
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
terça-feira, 15 de outubro de 2013
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