terça-feira, 19 de março de 2013
segunda-feira, 18 de março de 2013
quase eu
é quase 21 de março. o verão começa a dar as costas pro tempo. folhas caem por entre os arvoredos e meu corpo habita um instante essencial que parece retornar àquilo que nunca foi mas sempre quis. novos passos claros habitam a casa e é preciso muito cuidado para cuidar daquilo que extraordinariamente se chama vida. casa é corpo, tempo é calma. teço o dia na projeção dos desejos, sempre em comunhão com a paisagem que em mim se delinea. eu nunca me canso do uníssono das coisas. melhor estar sempre pronta pro acaso. melhor crer na clarividência. melhor ser. a delicadeza como força revolucionária. ter paciência com o desenrolar dos acontecimentos. respirar profundamente. olhar fundo nos olhos dos meses do ano. estar aonde se está. mudar quando for preciso. rir. apostar no mais tênue de mim e no novo ano que começa.
quinta-feira, 14 de março de 2013
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
"diga o que quiser, só não me diga que não me quer."
foi o que pensei tantas vezes. e a frase ecoou meses por perto da poeira dos livros, das gavetas, do olhar duvidoso, do frio na barriga que fez o amor morto motor da saudade. seu. nosso. de ninguém.
o espelho já não reflete o que refletia antes. o caminho mudou de traço. a casa é outra. o tema se cansou. a melodia falhou. tudo ruiu.
não compreendo a sutileza, nem as meias palavras. talvez seja motivo de auto-análise a minha obsessão pela clarividência. desejo de limpidez. desejo de nuvem.
mas agora também sei ser habitada pela confusão dos versos e pela incerteza. tudo morre e tudo renasce. basta ser hoje, pra amanhã ser ninguém.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
sempre
"Se acaso distraído, eu perguntasse: para onde estamos indo? Estamos indo sempre pra casa."
(lavoura arcaica - raduan nassar)
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
vitral
se o que move é o que muda
tão muito além do acerto
vivo a cidade transforma
passo o desejo na curva
desconstruir paradigma
até mirar na mistura
lanço meus passos meu medo
posso viver sem conduta
cruzar a esquina da rua
desafogar seu silêncio
desaprender a ser sua
forma maior do sujeito
e permitir a quietude
quero saúde
mas não te esqueço.
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