quinta-feira, 14 de março de 2013
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
"diga o que quiser, só não me diga que não me quer."
foi o que pensei tantas vezes. e a frase ecoou meses por perto da poeira dos livros, das gavetas, do olhar duvidoso, do frio na barriga que fez o amor morto motor da saudade. seu. nosso. de ninguém.
o espelho já não reflete o que refletia antes. o caminho mudou de traço. a casa é outra. o tema se cansou. a melodia falhou. tudo ruiu.
não compreendo a sutileza, nem as meias palavras. talvez seja motivo de auto-análise a minha obsessão pela clarividência. desejo de limpidez. desejo de nuvem.
mas agora também sei ser habitada pela confusão dos versos e pela incerteza. tudo morre e tudo renasce. basta ser hoje, pra amanhã ser ninguém.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
sempre
"Se acaso distraído, eu perguntasse: para onde estamos indo? Estamos indo sempre pra casa."
(lavoura arcaica - raduan nassar)
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
vitral
se o que move é o que muda
tão muito além do acerto
vivo a cidade transforma
passo o desejo na curva
desconstruir paradigma
até mirar na mistura
lanço meus passos meu medo
posso viver sem conduta
cruzar a esquina da rua
desafogar seu silêncio
desaprender a ser sua
forma maior do sujeito
e permitir a quietude
quero saúde
mas não te esqueço.
domingo, 27 de janeiro de 2013
mais, ainda
é como se uma parte de mim não quisesse jamais se livrar desta desorganização. porque desorganizar também pode significar ser livre. e ser livre pode desocupar este estado de suspensão. e estar suspenso pode ser melhor do que ficar sozinho. e ficar sozinho não necessariamente tem a ver com solidão.
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