frente à cidade
alguns corações choram a tragédia sem fazer alarde
perda infinita
seta sem direção
algumas coisas insuperáveis:
uma mãe que perde sua filha;
um homem que já não sabe o que deseja;
alguns instantes de comoção.
ninguém escuta
somente o tempo que espera
sem hora
nem calma
um dia para voltar ao mundo.
frente ao silêncio
opaco
imundo.
domingo, 4 de novembro de 2012
sábado, 27 de outubro de 2012
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
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tudo calado aqui dentro. tudo silêncio. nem tudo é assim tão triste. apenas quieto. as coisas migram, somem, mudam. às vezes sem controle. seu rosto escorre e diz adeus. eu não escolhi. apenas não tive escolha. o amor não deve sumir. deve migrar também. pra outro dia, outro ano, outro lugar.
por enquanto, silêncio. sereno.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
matéria fina
viver é um golpe seco. seguimos desacordados na calada da noite. noite alta, doce madrugada, lua pela metade. morrem os inocentes - alguns, muitos. nada se escuta, apenas este aperto imenso no peito. que a voz seja capaz de cantar democracia. que a prepotência não ganhe força, nunca. e que seja possível, a cada dia, reinventar um sentido pro mundo. pra andar atento e corajoso. pra sorrir. pra querer sair de casa. pra seguir vivo, adiante. de coração aceso.
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