quarta-feira, 12 de setembro de 2012
domingo, 2 de setembro de 2012
entrelinhas
pois o mais indefinível permanece.
gritando, urgindo, como o tempo que entre nós perece.
somos sós, somos dois - faróis
além do que se vê, do que se diz
do que se nomeia, talvez
a gente se conhece
e vive.
gritando, urgindo, como o tempo que entre nós perece.
somos sós, somos dois - faróis
além do que se vê, do que se diz
do que se nomeia, talvez
a gente se conhece
e vive.
domingo, 26 de agosto de 2012
tato
comover-se no silêncio é tarefa para poucos. procurei em você todas as respostas do mundo, a certeza é que nenhuma delas você poderá me dar. agora fico aqui no cantinho, o maior desafio é seguir adiante. ao meu amor por inteiro seguirei atenta, o desejo é não te fazer desaparecer. mas agora o passo já foi dado, a pergunta foi lançada, a tentativa foi feita, o que vier afinal não poderá partir de mim. começo ou fim, que venha. da minha parte, o silêncio é tarefa para resguardar o desejo. se for pra viver o amor de madrugada, o viverei sem medo. tenho vontade de te fazer acordar. ou quem deve acordar sou eu?
terça-feira, 21 de agosto de 2012
caso de amor
"uma estrada é deserta por dois motivos: por abandono ou por desprezo. esta que eu ando nela agora é por abandono. chega que os espinheiros a estão abafando pelas margens. esta estrada melhora muito de eu ir sozinho nela. eu ando por aqui desde pequeno. e sinto que ela bota sentido em mim. eu acho que ela manja que eu fui para a escola e estou voltando agora para revê-la. ela não tem indiferença pelo meu passado. eu sinto mesmo que ela me reconhece agora, tantos anos depois. eu sinto que ela melhora de eu ir sozinho sobre o seu corpo. de minha parte eu achei ela bem acabadinha. sobre suas pedras agora raramente um cavalo passeia. e quando vem um, ela o segura com carinho. eu sinto mesmo hoje que a estrada é carente de pessoas e de bichos. emas passavam sempre por ela esvoaçantes. bando de caititus a atravessavam para ir ao rio do outro lado. eu estou imaginando que a estrada pensa que eu também sou como ela: uma coisa bem esquecida. pode ser. nem cachorro passa mais por nós. mas eu ensino pra ela como se deve comportar na solidão. eu falo: deixe deixe meu amor, tudo vai acabar. numa boa: a gente vai desaparecendo igual quando carlitos vai desaparecendo no fim de uma estrada.
deixe, deixe, meu amor."
(manoel de barros)
sábado, 18 de agosto de 2012
Assinar:
Postagens (Atom)

