terça-feira, 26 de junho de 2012

noite

descansa.
o que já foi desejo abre espaço pro desgaste.
respira fundo. solta as mãos. chuta o balde.
alguma coisa começa a morrer aqui.
amanhã. talvez. 

segunda-feira, 25 de junho de 2012

que tal o impossível?

se nem um jogo de dados será capaz de abolir o acaso, o que nos resta? tudo pode dar certo, meu bem. tudo pode ser exatamente como a gente nunca sempre quis.

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domingo, 24 de junho de 2012

afeto

"tudo aquilo em que ponho afeto fica mais rico e me devora"

rilke.

quarta-feira, 20 de junho de 2012


você

seu nome te fez grande. maior que eu calculava. e daqui, do lado do lado de cá, o que ecoa é você, você, você. ah, você. e para sempre um espelho refletirá a minha cara do mundo, cara de pau. e para sempre um passo não programado não abolirá o velho poço e, talvez, por isso, jamais seremos compreendidos. você, você, você. das mil páginas que viraremos haverá para sempre alguma delas sem conclusão. para sempre esse instante que ficou no ar nos perseguirá fielmente e, se não for capaz de nos unir de novo, não será capaz de nos desatar. faltou-nos espontaneidade, faltou-nos fôlego. você, você, você. faltou eu.

um dia depois do outro

Eu não ando eu só sambo
Por aí
Esse samba jambo
Escorregando para não cair
Eu me encosto nesse poste
À sombra da bananeira
E por mais que eu te goste
Você não vê minha bandeira
Iê, iê, iê
Iô, iô, iô
Seus olhinhos sempre têm, meu bem
Aquela luz da aurora da manhã



(samba jambo - jorge mautner)