segunda-feira, 28 de maio de 2012

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"Tô relendo minha vida, minha alma, meus valores

Refazendo minhas forças, minha fonte, meus favores
Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores
Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho
Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho
Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho
Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho
Estou podando meu jardim
Estou cuidando bem de mim."

Florbela Espanca.

água

algumas coisas merecem ser afogadas



quarta-feira, 23 de maio de 2012

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vou nomear-me uma profissão: serei mergulhadora.

talvez isso me impeça de viver as coisas na superfície
ou pelo menos possibilite que o mundo 
possa a ir a fundo.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

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gente é pra brilhar
não pra morrer de fome

domingo, 20 de maio de 2012

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"sinto-me livre para fracassar"

pé no hoje

calarei os desejos para preservá-los. o silêncio sabe guardar o tamanho das coisas. calarei os desejos, calarei as palavras. talvez você me escute na mudez. talvez isso finalmente me explique o inexplicável. talvez assim você fale. ou deseje. 
cansei-me dos projetos, das metas e dos cálculos. só retorno aos desejos quando eles pertencerem à terra. à carne. ao palpável. fincarei os pés na realidade sem perder os impulsos. fincarei os pés no instante, inauguro a temporada do fluxo natural das coisas. deixo que venham os imprevistos. permito inaugurar-me no fracasso. meu corpo pertence ao que aconteço. calarei os desejos. calarei os desejos para voltar à vida. 

tente lê-los

de tanto não poder dizer

meus olhos deram de falar


alice ruiz.