domingo, 1 de janeiro de 2012

as coisas migram e ele serve de farol

"Faz tempo que não esperamos uma entrada de ano com tão poucos bons prognósticos. 2011 foi um ano rápido e cheio de turbulência. Foi o ano e que o mundo viu que a crise de 2008 é a crise que nunca terminou. Foi também o ano das viradas no mundo árabe e de suas enigmáticas promessas. Jovens na Espanha, nos Estados Unidos, na Inglaterra, no Chile, na Grécia, espelhando as movimentações dos países islâmicos, saíram às ruas e se disseram indignados, saquearam lojas, exigiram responsabilidade estatal pela educação, propuseram ocupar o centro financeiro do Império, revoltaram-se contra o desmanche do Estado de bem-estar social. Ou talvez tenham sido muitos adultos e velhos agindo como jovens. Como que costumávamos chamar de "jovens" em 1967. As redes sociais da internet se traduziram em atos físicos, multidões de corpos e vozes, suor, spray de pimenta na mucosa dos narizes. Há algo do Maio Francês e de Berkeley em tudo isso. Li alguém dizendo que essas coisas a gente sabe onde vão dar, já que vimos no que deu o barulho dos anos 1960. Mas sabemos mesmo?"

o ano bom. caetano veloso. jornal o globo. feliz primeiro dia do ano.

novo tempo

"Sei que há léguas a nos separar
tanto mar, tanto mar
sei quanto é preciso, pá
navegar, navegar."

tanto mar. chico buarque.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

frescor

da fresta da janela, frescor. é o verão invadindo o quarto e levando embora o silêncio inaugural. quanto tempo perdido? quanta lágrima? o silêncio foi rompido pela voz. a voz uníssona, o braço amigo, algum espaço novo que se abre: o mundo, de novo o mundo, sempre o mundo. querer amplitude não cabe nas mãos. 
talvez o verão que me invade ainda não saiba que ele traz na voz o meu respiro. ouço a voz e caio na gargalhada. devolveram a minha alegria.

estou sozinha diante da janela por horas a fio. vejo a imensidão refletida pelo vidro. a paisagem voa além da montanha. 

"enquanto houver vida, haverá mudança."

sábado, 24 de dezembro de 2011

pro que virá

"Uma vez mais se constrói
a aérea casa da esperança
nela reluzem alfaias
de sonho e de amor: aliança."


Carlos Drummond de Andrade