a mais triste nação
na época mais podre
compõem-se de possíveis
grupos de linchadores.
o cu do mundo. caetano veloso.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
o mundo invisível de cada um
"tenho certeza de que só me mantenho viva por causa do mundo invisível onde ninguém pode me alcançar para me ferir e posso fingir que a vida faz sentido mesmo quando não faz. ali, quando os zumbis do mundo de fora me acossam com seus dedos sujos de sangue, invento a beleza e me reinvento como possibilidade. alguns olham para dentro e enxergam apenas vísceras. outros, horizonte."
eliane brum
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
pela opressão dos fatos
devo olhar pro céu e então traçar novos rumos. devo transformar. a paisagem ao invés de desfilar desaba sem dó sobre a cama. devo cantarolar em silêncio imaginando a sinfonia dos passarinhos e agradecer o fato deles poderem voar. acendo um cigarro. deixo a cama. e penso. penso sem medida sobre o que haveria de ser e não foi, sobre a terrível opressão dos fatos que apenas revelam a imensa mesquinhez humana. perco o fôlego. volto a pensar. enquanto houver mundo, haverá abuso e haverá poder e haverá desmedida e haverá crueldade e haverá podridão. enquanto houver mundo, haverá mudança e haverá respiro e haverá desejo e haverá seta e haverá luz. e o que é justo ganha corpo hoje ou daqui há mil anos, mas as palavras não se calarão. até na virada da noite, não se calarão. e a cada novo esquecimento, não se calarão. e, diante do espelho, não se calarão. e sempre que precisarem de eco, não se calarão. enquanto houver vida, haverá voz.
tudo dói. tudo é singular. tudo é subitamente violento. mas cada rio sabe o tamanho do seu curso. basta ver.
sábado, 10 de dezembro de 2011
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