"A viagem não começa quando se percorrem distâncias, mas quando se atravessam as nossas fronteiras pessoais. A viagem acontece quando acordamos fora do nosso corpo, longe do último lugar onde podemos ter casa."
segunda-feira, 14 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
um dia
hoje o dia tá assim, devagarzinho, e minha cabeça é invadida por pensamentos seus. eu tenho um mundo inteiro pra construir, um mundo inteiro com pedaços de mim, reunidos, juntos, sempre, agora. eu não consigo te esquecer, durante a manhã, durante a tarde, meu deus, ainda mais durante a noite, e chove, faz frio, eu tomo uma xícara de café pra ver se o dia então toma prumo e me conduz de leve, quem sabe uma hora a gente vai ser tranquilo, igual romance de cinema? tá na hora da gente inventar um novo jeito de lidar, uma nova linguagem, uma nova espécie, quiçá. será que a gente consegue? porque eu sei bem que é feita de deslizes a estória que a gente (em segredo) chegou a imaginar. você está longe, longe da minha palavra, longe do meu vocabulário, longe da minha espera, longe de qualquer possibilidade imediata de calor e tudo que eu tenho hoje é o dia e a minha xícara de café, pra tomar em silêncio, devagarzinho, dando destino aos sonhos.
um gole, então. dois goles.
um brinde.
um brinde.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
tempo de amor
"Ah, não existe coisa mais triste que ter paz
E se arrepender, e se conformar
E se proteger de um amor a mais."
E se arrepender, e se conformar
E se proteger de um amor a mais."
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
sem freio
eu cansei das medidas, das desmedidas, dos cálculos, dos descálculos, das possibilidades, das condutas, da fala prudente, do tempo certo, do instante correto, da contenção. pra chegar até você eu faço o trajeto duas vezes, três, vou de novo, quatro, insisto, não desisto, admito, confesso, rezo, declarando toda a fraqueza, toda a franqueza, toda a certeza. ai de quem não rasga o coração, de quem tem medo de ir além, de quem tem medo somente, eu vou, eu vou, eu continuo indo, até não querer mais, até gastar todo o meu desejo de te encontrar, de te ver, sem pensar em como deveria agir ou como não deveria, ninguém me governa, ninguém me segura, eu sigo, eu peço, eu digo, e se for pra te perder que eu te perca direito, que eu me perca de mim. mas não será por falta de tentativa, nem por anestesia, nem por apatia. está declarado aqui, hoje, agora e sempre, vou contigo até perder de vista, de olhos fechados, de mãos dadas, de braços dados, de abraços, de vez.
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