terça-feira, 21 de setembro de 2010
memória
"pretendes inventar uma biografia onde o mundo esteja sujeito a um interruptor. mas, tu sabes, não funciona. vais continuar a regressar, sempre, ao lugar onde foste infeliz."
domingo, 19 de setembro de 2010
domingo, 12 de setembro de 2010
sábado, 11 de setembro de 2010
sei voar mas tenho as fibras tensas
"Ninguém é comum
E eu sou ninguém
No meio de tanta gente
De repente vem
Mesmo eu no meu automóvel
No trânsito vem
O profundo silêncio"
E eu sou ninguém
No meio de tanta gente
De repente vem
Mesmo eu no meu automóvel
No trânsito vem
O profundo silêncio"
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
precipício
fala-me de precipícios e eu te falarei dos desassossegos necessários pra traçar um caminho. fala-me de caminhos e eu te falarei de precipícios. eis que me encontro na frente do precipício outra vez, buscando pouso.
se não há pouso pra pausa, não me esquivo de precipícios. se encontro medo, sigo. o tempo passa. as pernas tremem. o corpo cansa. o medo vai. escolhi um caminho que percorre precipícios. a cabeça vai ter que descansar no escuro. de olhos fechados, do alto, avante, além. estico o braço e vejo o abismo. do abismo o céu. do céu meu corpo, meu despreparo. e já não mais vejo. e salto.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
ele diz o que eu quero dizer
luis filipe cristóvao, obrigada por voltar a escrever. você transcreve o que pra mim ainda não virou palavra.
ufa!
ufa!
"sendo o corpo a entidade que treme, tudo o resto é multidão. não há olhares que meçam a possibilidade do choque, estamos tão bem escondidos, tão difíceis de identificar, tal como estamos expostos a todas as surpresas. caminhamos assim entre duas verdades, não encontrando qualquer conforto na proximidade assim conquistada. ainda assim, o corpo, sim, o corpo, é a entidade que treme. pequenos tremores de terra passam despercebidos em todo o mundo, a cada minuto que passa. o que não dizer dos tremores dos corpos. à volta, a multidão. a multidão comendo refeições rápidas, olhando os relógios, conversando dos empregos, dos problemas de sempre. a multidão com fato e vestido, uniformizados para as sessões laborais do reino. passamos despercebidos, tu e eu? passaram, quem sabe, ignorados, os nossos olhares. o corpo, esse, treme. o corpo treme. as palavras não explicam. as memórias não resolvem. o aparelho não regista. o corpo treme."
do blog dele: www.luisfilipecristovao.blogspot.com
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