sexta-feira, 10 de setembro de 2010

precipício

fala-me de precipícios e eu te falarei dos desassossegos  necessários pra traçar um caminho. fala-me de caminhos e eu te falarei de precipícios. eis que me encontro na frente do precipício outra vez, buscando pouso.
se não há pouso pra pausa, não me esquivo de precipícios. se encontro medo, sigo. o tempo passa. as pernas tremem. o corpo cansa. o medo vai. escolhi um caminho que percorre precipícios. a cabeça vai ter que descansar no escuro. de olhos fechados, do alto,  avante, além. estico o braço e vejo o abismo. do abismo o céu. do céu meu corpo, meu despreparo. e já não mais vejo. e salto.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

ele diz o que eu quero dizer

luis filipe cristóvao, obrigada por voltar a escrever. você transcreve o que pra mim ainda não virou palavra.
ufa!


"sendo o corpo a entidade que treme, tudo o resto é multidão. não há olhares que meçam a possibilidade do choque, estamos tão bem escondidos, tão difíceis de identificar, tal como estamos expostos a todas as surpresas. caminhamos assim entre duas verdades, não encontrando qualquer conforto na proximidade assim conquistada. ainda assim, o corpo, sim, o corpo, é a entidade que treme. pequenos tremores de terra passam despercebidos em todo o mundo, a cada minuto que passa. o que não dizer dos tremores dos corpos. à volta, a multidão. a multidão comendo refeições rápidas, olhando os relógios, conversando dos empregos, dos problemas de sempre. a multidão com fato e vestido, uniformizados para as sessões laborais do reino. passamos despercebidos, tu e eu? passaram, quem sabe, ignorados, os nossos olhares. o corpo, esse, treme. o corpo treme. as palavras não explicam. as memórias não resolvem. o aparelho não regista. o corpo treme."

do blog dele: www.luisfilipecristovao.blogspot.com

amanhã

tem sido difícil escrever, rabiscar meus caminhos. resta dúvida. inconstância. imprecisão. não sei por onde apontar meu coração. é piegas, mas é isso. queria encontrar uma maneira de ser inteira sem ser sozinha. ou talvez um jeito de ser junto sem perder a dimensão do meu tamanho. e qual é ele? sei lá. do meu tamanho já não sei, apenas pressinto desejos e um tempo que já é outro lugar. minha desorganização tem sido assustadora. sinto-me devorada pelos livros, pelos cabides, pelos papéis da sala e pelos cheiros de ontem. não compreendo qual aresta deixei de aparar e que me tornou assim, tão desigual. aonde foi que perdi o fio da meada? apesar de tudo, resta um amor tão sincero pelas coisas que é ele e somente por ele que me guio. será possível que algum sinal me aponte a direção? é por aqui? hã?

espero sem esperar. e acredito, de olhos fechados, que algo novo bem novo do mais novo velho virá. assim. já.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

colo

::: por delicadeza perdi minha vida :::

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

você perdeu


| foi você quem se perdeu de mim |
| foi você quem se perdeu |
| foi você quem perdeu |
| você perdeu |

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

júlia

"o devir de cada um está no som de seu nome"