quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
montanha russa
Porque a gente sempre sabe quando alguma coisa termina.
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Talvez pior.
A gente sempre sabe quando alguma coisa começa.
sábado, 16 de janeiro de 2010
abraço
"o abraço ainda não foi o abraço e já foi o abraço mesmo antes de o ter sido. os teus olhos fundos no meu peito, a forçarem a entrada, e eu frágil, deixando tudo. o abraço ainda é um projecto e já tem tantas fundações quanto os desejos, quanto os sonhos que vamos inventando nos momentos mortos dos nossos dias. o abraço ainda não foi e já é, um contínuo aproximar, até que o seja, completo."
por luis filipe cristóvao, que às vezes diz aquilo que eu quero dizer.
ler ao som de Cat Power ("Names").
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
2010
Chegada quarta-feira em dia santo, dia de todos os santos, na terra colonizada muito antes de todos nós, deparei-me com isso. A diferença que residia mais em localização do que em costumes, mais em cor do que essência. A diferença da mais suprema semelhança.
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Foi exatamente no dia 25 de dezembro, no coração do nordeste, que ganhei de presente dos céus um novo colorido na família.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
um fio de luz
"um fio de voz escorre pela parede de um mundo que ainda não existia, mas que nós já tínhamos, sem dúvida, criado na ausência um do outro. agora o encontro é o desencontro e tudo é uma fusão de vontades ou desejos que ainda não conseguimos exprimir. um fio de voz escorre pela parede, quem o provasse poderia dizê-lo doce, cheio de cama, sonho, aproximação."
(voz - Luis Filipe Cristóvao)
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
versos soltos e afogados
Sem colocar pedrinhas nos bolsos, afogo-me.
Cada instante de pensamento é um sufoco. Um golpe. Um mergulho.
Porque tocar no fundo quer dizer ter água acima da cabeça. Alguém já disse isso antes, foi perto do coração selvagem, foi ela mesma, ela que me escuta até debaixo d´água.
Sem colocar pedrinhas nos bolsos, afogo-me.
Cada pensamento é um desencontro. Um desespero.
Passam horas passam dias passam meses passam anos, o telefone nas mãos, as palavras prontas, as desculpas, as passagens, tudo pronto. E não me movo.
Estou no fundo mais do fundo do fundo do aquário, intacta, muda, coberta de água.
Pudera eu chorar todas as tristezas do mundo, pudera eu te trazer pra perto sobrevoando minhas lágrimas.
Te chamo todos os dias todas as noites. Te chamo em canto em prece em sombra em água.
Meus lábios cobertos de conchas selos projetos promessas.
Prometo.
Promete?
Que nossa distância seja ilusão apenas.
Te desejo desde os tempos imemorais.
Texto dedicado à ele.
(quanto mais amo mais calo)
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