(foto do fidélis).
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
versos soltos e afogados
Sem colocar pedrinhas nos bolsos, afogo-me.
Cada instante de pensamento é um sufoco. Um golpe. Um mergulho.
Porque tocar no fundo quer dizer ter água acima da cabeça. Alguém já disse isso antes, foi perto do coração selvagem, foi ela mesma, ela que me escuta até debaixo d´água.
Sem colocar pedrinhas nos bolsos, afogo-me.
Cada pensamento é um desencontro. Um desespero.
Passam horas passam dias passam meses passam anos, o telefone nas mãos, as palavras prontas, as desculpas, as passagens, tudo pronto. E não me movo.
Estou no fundo mais do fundo do fundo do aquário, intacta, muda, coberta de água.
Pudera eu chorar todas as tristezas do mundo, pudera eu te trazer pra perto sobrevoando minhas lágrimas.
Te chamo todos os dias todas as noites. Te chamo em canto em prece em sombra em água.
Meus lábios cobertos de conchas selos projetos promessas.
Prometo.
Promete?
Que nossa distância seja ilusão apenas.
Te desejo desde os tempos imemorais.
Texto dedicado à ele.
(quanto mais amo mais calo)
domingo, 29 de novembro de 2009
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
alguns km
com você eu tenho medo de me apaixonar
eu tenho medo de não me apaixonar
tenho medo dele
tenho medo dela
os dois juntos onde eu não podia entrar
com você eu tenho medo de me consolar
eu tenho medo de não me consolar
sexo heterodoxo
lapsos de desejo
quando vejo o céu desaba sobre nós
eu tenho medo de não me apaixonar
tenho medo dele
tenho medo dela
os dois juntos onde eu não podia entrar
com você eu tenho medo de me consolar
eu tenho medo de não me consolar
sexo heterodoxo
lapsos de desejo
quando vejo o céu desaba sobre nós
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
sachê
::: saudades deviam ser compactadas em saquinhos
pra poder guardar sumir encher
e estourar pro alto de vez em quando :::
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
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